O debate em torno do Supremo Tribunal Federal (STF) está ganhando notoriedade nas redes sociais, com um aumento considerável de anúncios pagos. De acordo com um levantamento da Meta, entre janeiro e abril deste ano, o número de campanhas digitais mencionando o STF subiu para cerca de 4,9 mil, um crescimento impressionante de mais de 50 vezes em comparação ao mesmo período de 2020, conforme reportado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Com as eleições de 2026 se aproximando, políticos e pré-candidatos ao Senado estão utilizando o STF como foco central em suas campanhas, aproveitando-se da insatisfação popular em relação a algumas decisões do tribunal. Figuras como o senador Carlos Portinho (PL-RJ) têm defendido a redução dos poderes do tribunal. Em anúncios recentes, ele afirmou que o STF demonstra preocupação com um Senado alinhado ao presidente Bolsonaro após as eleições. Outros parlamentares, como Zequinha Marinho (Podemos-PA), celebraram a rejeição da indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro, ressaltando que tal escolha é prerrogativa do Senado.
Pré-candidatos ao Senado, incluindo Gustavo Gayer (PL-GO), pressionam por uma maioria no Senado, afirmando que a única maneira de restaurar a ‘sanidade’ no Brasil é por meio do impeachment de ministros do STF. Além disso, há um movimento crescente nas redes sociais em apoio à criação de um código de conduta para ministros do Supremo, um tema defendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin. As campanhas em favor de regras de conduta para os integrantes do tribunal continuam a gerar debates acalorados no ambiente digital.
Fonte: Oeste



