O chefe de uma força-tarefa da ONU alertou que dezenas de milhões de pessoas podem enfrentar fome e até a morte caso os fertilizantes não sejam liberados rapidamente através do Estreito de Hormuz. Esse estreito é uma via estratégica, pela qual normalmente passa um terço dos fertilizantes do mundo, e está sob controle do Irã há meses. Essa situação é uma retaliação contra a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que interrompeu um comércio essencial para os agricultores globalmente, em um momento crítico que se aproxima do fim das temporadas de plantio.
O impacto desse bloqueio é alarmante, pois os fertilizantes são fundamentais para garantir a produção agrícola e a segurança alimentar em diversas regiões do planeta. Sem acesso a esses insumos, muitos agricultores enfrentam dificuldades para cultivar suas terras, o que pode resultar em uma crise alimentar sem precedentes. A ONU destaca a urgência da situação e a necessidade de uma solução diplomática para reverter o bloqueio imposto pelo Irã, que não apenas afeta o fornecimento de fertilizantes, mas também exacerba a instabilidade em uma região já fragilizada por conflitos.
A comunidade internacional deve agir rapidamente para evitar uma catástrofe humanitária e assegurar que os fertilizantes possam ser entregues aos que mais precisam, especialmente em tempos em que a alimentação é um direito fundamental que deve ser protegido. A situação exige atenção imediata e um esforço conjunto para restaurar o fluxo de comércio essencial através do Estreito de Hormuz.
Fonte: Al‑Monitor




