O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, emitiu um alerta severo na segunda-feira, afirmando que um possível ataque militar dos Estados Unidos à ilha resultaria em uma ‘carnificina de consequências incalculáveis’. Esta declaração marca um endurecimento significativo na retórica de Havana em relação a Washington, especialmente desde o início do bloqueio de petróleo imposto em janeiro. A mensagem foi divulgada através da plataforma de mídia social X e reflete a crescente tensão entre os dois países. Díaz-Canel argumentou que ‘as ameaças de agressão militar contra Cuba, provenientes da maior potência do planeta, são bem conhecidas’. A advertência de Cuba ocorre logo após a confirmação pública de que o governo cubano adquiriu mais de 300 drones da China e do Irã, uma compra que as autoridades da ilha apresentaram como parte do exercício de sua ‘defesa legítima’. Este movimento de retórica se dá apenas quatro dias após a visita à Havana do diretor da CIA, John Ratcliffe, o que intensifica a especulação sobre as intenções dos EUA em relação à ilha. A postura agressiva de Cuba é uma tentativa de reforçar sua posição em meio a um cenário internacional cada vez mais hostil e incerto. A aquisição de drones pode ser vista como um reforço de suas capacidades defensivas, mas também levanta preocupações sobre a escalada do conflito com os Estados Unidos, que historicamente têm mostrado uma postura opressiva em relação a regimes que não se alinham com seus interesses.
Fonte: MercoPress



