Home / Brasil / Cuba se diz aberta ao diálogo, mas se prepara para possíveis conflitos

Cuba se diz aberta ao diálogo, mas se prepara para possíveis conflitos

Em meio ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos e ao aumento das ameaças durante a administração de Donald Trump, Cuba enfrenta uma grave crise de energia e abastecimento. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país está disposto ao diálogo, mas enfatizou que qualquer conversa deve ocorrer com respeito à soberania e ao sistema político cubano. “Cuba sempre teve disposição histórica para dialogar com o governo dos Estados Unidos, desde que isso ocorra com respeito ao nosso sistema político, à nossa soberania e à nossa independência, sem imposições e em condições de igualdade”, afirmou Díaz-Canel. Ele acrescentou: “Não promovemos a guerra, não a estimulamos, mas não a tememos se for necessário defender a Revolução, a soberania e a independência do país”. Recentemente, autoridades cubanas confirmaram que houve encontros iniciais entre representantes dos dois países, mas as negociações ainda estão em estágios iniciais. Desde janeiro, a administração de Trump intensificou a pressão sobre Cuba, exigindo mudanças e restringindo importações de petróleo. Além disso, Díaz-Canel destacou a importância do apoio internacional, mencionando o Brasil como uma “nação irmã” e elogiando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva por denunciar o bloqueio. O presidente cubano também ressaltou que Cuba recebe auxílio de outros países, como China e Rússia, que têm fornecido alimentos e apoio energético. A crise provocada pelo bloqueio impacta diretamente a vida cotidiana dos cubanos, com apagões que podem durar até 30 horas, afetando escolas e hospitais. Díaz-Canel afirmou que a produção de energia é insuficiente para atender às necessidades básicas da população.

Fonte: Oeste

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *