O valor gasto com as pensões de filhas solteiras e viúvas de ex-ministros e ex-servidores do Supremo Tribunal Federal (STF) chega a impressionantes R$ 4,8 milhões por ano, ou cerca de R$ 370 mil mensais. Essa informação, revelada pelo colunista Lúcio Vaz, da Gazeta do Povo, levanta questões sobre a justiça e a necessidade de tais despesas em um país que enfrenta inúmeras dificuldades financeiras.
Entre os beneficiários, destaca-se Maria Ayla de Vasconcelos, filha do ex-ministro Abner de Vasconcelos, que recebe uma pensão mensal de R$ 46,4 mil, quantia equivalente à que é paga a Maria Lúcia Rangel de Alckmin, filha do ex-ministro José Geraldo de Alckmin.
A situação se agrava ainda mais com a viúva do ex-ministro e ex-senador Maurício Corrêa, Alda Gontijo Correia, que recebe mais de R$ 40 mil mensais, acumulando também outra pensão paga pelo Senado. Além disso, a despesa mensal para 13 pensionistas de ex-servidores do STF chega a quase R$ 240 mil, o que representa um peso significativo nos cofres públicos.
Dentre essas pensionistas, Nina Wiebusck recebe cerca de R$ 25 mil por mês, totalizando aproximadamente R$ 320 mil anualmente. Celi da Silva Souza, por sua vez, conta com um benefício mensal de R$ 23,8 mil, o que resulta em R$ 309 mil ao ano. Outro exemplo é Simone Cartier, que recebe R$ 22,3 mil mensais, totalizando também R$ 309 mil por ano. Esses números não apenas revelam a disparidade no uso de recursos públicos, mas também desafiam a moralidade de um sistema que sustenta tais benefícios. A sociedade brasileira deve questionar a continuidade de tais práticas, especialmente em tempos de crise econômica e social.
Fonte: Oeste








