Dario Durigan, até então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, foi anunciado como o novo titular da pasta, substituindo Fernando Haddad, que deixou o cargo para concorrer ao governo de São Paulo. O anúncio ocorreu em um evento em São Paulo, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que Durigan se apresentasse ao público como seu sucessor. Durigan, advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), tem um perfil discreto, mas é considerado um bom articulador dentro do governo, especialmente em temas econômicos. Desde sua entrada no Executivo em 2023, ele esteve envolvido em medidas que resultaram em aumentos de tributos e na articulação de uma reforma tributária. Como novo ministro, Durigan enfrentará uma série de desafios, incluindo a coordenação das ações econômicas durante a campanha de reeleição de Lula, marcada por tensões políticas e desinformação. Temas como a revisão de benefícios sociais e a transição da reforma tributária estarão em pauta. Além disso, ele terá que lidar com a implementação do novo imposto sobre consumo, a CBS, previsto para 2027, e o polêmico imposto seletivo, que incidirá sobre produtos que causam externalidades negativas. O novo ministro também precisa conduzir o processo orçamentário até 2026, com o objetivo de retomar o superávit nas contas públicas, apesar das restrições impostas pelo arcabouço fiscal e um cenário internacional desafiador devido à guerra no Oriente Médio, que já afetou os preços do petróleo e, consequentemente, a inflação. Neste contexto, Durigan deve enfrentar um rombo estimado de R$ 23,3 bilhões nas contas do governo em 2026, mesmo com uma meta fiscal aparentemente positiva.
Fonte: G1







