A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro está se mobilizando para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de bloquear sua convocação para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Os advogados acreditam que, assim como ocorreu na CPMI do INSS, é possível evitar que Vorcaro preste depoimento. A situação se torna ainda mais complexa com a CPI do Crime Organizado, que já aprovou requerimentos significativos, como a quebra dos sigilos fiscal e bancário da Maridt Participações. Esta é a empresa envolvida em pagamentos ao ministro Dias Toffoli, do STF, relacionados ao Banco Master, o que levanta sérias questões sobre a integridade do processo. Além disso, a CPI também aprovou a convocação de ex-sócios do Banco Master, incluindo Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima, assim como Fabiano Zettel e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Além da convocação para a CPI, Vorcaro também deve depor na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com uma audiência marcada para o dia 10 de março. Existe um entendimento com o senador Renan Calheiros, presidente da CAE, de que o depoimento poderá se estender para outras sessões, dependendo da postura que Vorcaro decidir adotar. A situação é delicada e poderá ter repercussões significativas, tanto para Vorcaro quanto para as investigações em curso.
Fonte: Oeste









