A questão da censura se tornou central novamente no debate político em Brasília, especialmente após a proposta do governo Lula da Silva para a criação da Superintendência de Mercados Digitais. Este novo órgão estaria vinculado ao Conselho de Defesa Econômica (Cade), que teria poderes para intervir nas plataformas digitais. Em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) afirmou que essa movimentação é uma estratégia clara do governo, descrevendo-a como ‘mais uma versão do projeto de censura’. Segundo ele, a única forma de impedir os planos de cerceamento da liberdade de expressão é através da pressão popular sobre os parlamentares. O deputado argumentou que a pauta da censura aparece em diferentes formatos ao longo do tempo, mas seu objetivo permanece o mesmo. Ele observou que propostas antigas são sempre renovadas e reapresentadas, encontrando apoio em diferentes setores do Congresso. Luiz Philippe também criticou a postura do presidente da Câmara, Hugo Motta, e de líderes partidários que, segundo ele, estão alinhados ao governo, criando um ambiente de submissão no Parlamento. Ele acredita que muitas decisões já chegam prontas ao plenário, o que limita o debate democrático. O parlamentar expressou ainda sua preocupação com as possíveis atribuições do Cade, que poderiam impactar a liberdade de expressão no ambiente digital. Para Luiz Philippe, a censura é vista pelo governo como uma forma de enfrentar desafios eleitorais, uma vez que as redes sociais ampliam a liberdade de expressão e a capacidade de oposição política. Ele também observou uma mudança no comportamento dos parlamentares, com uma tendência de deslocamento político em direção à direita, o que reflete um cálculo de sobrevivência no atual cenário político.
Fonte: Oeste






