O retorno ao trabalho presencial vem gerando resistência entre os brasileiros, conforme um estudo da WeWork em parceria com a Offerwise. Atualmente, 63% dos trabalhadores estão no modelo presencial, mas 79% não o fazem por escolha, e sim por imposição das empresas. A pesquisa revela que apenas 42% dos entrevistados optariam por trabalhar exclusivamente no escritório, preferindo modelos híbridos ou remotos.
Um fator crucial para essa resistência é o tempo gasto com o deslocamento, considerado a maior desvantagem do modelo presencial por 65% dos trabalhadores. Esse desgaste diário não apenas aumenta o cansaço, mas também reduz o tempo livre e impacta a qualidade de vida. Além disso, 53% relatam aumento nas despesas com transporte e alimentação. As condições do ambiente de trabalho, como barulho e falta de espaços de descanso, também contribuem para a insatisfação dos profissionais.
A busca por flexibilidade se intensifica, sendo vista como essencial para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Para 44% dos trabalhadores, a perda dessa flexibilidade gera desmotivação, e 38% sentem ansiedade. Com 93% dos profissionais valorizando esse equilíbrio, muitas pessoas estão dispostas a trocar de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que isso signifique um salário menor.
Apesar das críticas, o trabalho presencial ainda é valorizado por 55% dos profissionais, que reconhecem sua importância para a integração das equipes. No entanto, as empresas precisam oferecer uma experiência superior para competir com o conforto do lar. Estratégias como a flexibilização dos modelos de trabalho e a escolha de escritórios em locais convenientes têm sido adotadas para tornar o retorno mais atrativo. Os novos projetos corporativos tendem a seguir a lógica de integração com serviços e estímulo à convivência urbana, mostrando que, mesmo diante da pressão pelo retorno, ainda há espaço para negociação.
Fonte: G1







