Carolina Nucci e Mariam Tapeshashvili compartilham suas experiências sobre os obstáculos que mulheres jovens enfrentam no ambiente de trabalho, onde a desconfiança e o assédio ainda são realidades presentes. Carolina, uma jornalista de automobilismo, recorda um episódio em que, mesmo com credencial, foi questionada por um fiscal sobre sua presença em um evento, evidenciando um ambiente que frequentemente subestima a capacidade feminina. Para se fazer respeitar, Carolina chegou a utilizar uma aliança falsa de compromisso. Apesar de ter ocorrido há duas décadas, essa situação ainda é comum. Um estudo da McKinsey & Company e Lean In revela que 39% das mulheres já foram interrompidas enquanto falavam, e 37% afirmam ter sofrido assédio sexual ao longo de suas carreiras. Mariam, que ocupa uma posição de liderança, também enfrentou comentários sarcásticos que minavam sua confiança. Ela observa que ser jovem, mulher e estrangeira a coloca em uma posição de constante julgamento. O machismo estrutural e o etarismo são barreiras que precisam ser combatidas. As entrevistadas defendem a importância de denunciar comportamentos inadequados e a criação de redes de apoio. O ambiente de trabalho deve ser um espaço de respeito, onde as mulheres possam se destacar sem serem ofuscadas por preconceitos. A luta por igualdade no ambiente corporativo é fundamental para garantir que todas as vozes sejam ouvidas e valorizadas.
Fonte: G1






