De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, afetando 15 estados. Entre os estados com maior desocupação, destacam-se o Amapá (10%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%) e Pernambuco (9,2%). Em contraste, os menores índices foram registrados em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%). As variações mensais mostram um aumento significativo no Ceará (2,3 pontos percentuais), Acre (1,8 p.p.) e Tocantins (1,6 p.p.), enquanto os avanços mais modestos foram observados em Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.). Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as disparidades regionais na taxa de desemprego estão intimamente ligadas ao nível de desenvolvimento econômico e educacional. Os estados com maior industrialização e população mais escolarizada tendem a apresentar mercados de trabalho mais sólidos e, portanto, taxas de desocupação mais baixas. Além disso, a taxa de desemprego é maior entre as mulheres (7,3%) em comparação aos homens (5,1%). Quando analisada por cor ou raça, a desocupação foi de 4,9% entre brancos, enquanto entre pretos e pardos, as taxas foram de 7,6% e 6,8%, respectivamente. A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subempregados e aqueles que desistiram de procurar trabalho, alcançou 14,3%. Os maiores índices de subutilização foram no Piauí (30,4%), Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). O percentual de trabalhadores informais é de 37,3%, sendo o Maranhão o estado com a maior taxa de informalidade (57,6%). Apesar dos desafios, o número de pessoas em busca de emprego por mais de dois anos caiu 21,7% em relação ao ano passado, evidenciando uma leve melhora no mercado de trabalho. A situação continua em monitoramento, e novas atualizações são esperadas.
Fonte: G1



