O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu abrir uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades na alocação de emendas parlamentares a projetos culturais, incluindo a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações do portal Metrópoles, a investigação se concentra em supostas falhas de transparência e desvios de recursos públicos no repasse dessas emendas. A decisão de Dino envolve deputados federais do PL, como Mario Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, além dos ex-deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. O ministro alega haver indícios de descumprimento de decisões anteriores do STF que tratam da rastreabilidade das emendas parlamentares. A investigação também menciona repasses destinados ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama. Um valor significativo de R$ 2 milhões foi indicado por Mario Frias, conforme denúncia da deputada Tabata Amaral. A apuração tramitará em sigilo de nível 3, e documentos preliminares indicam que um banqueiro teria prometido R$ 134 milhões para a produção do filme ‘Dark Horse’, embora até o momento apenas cerca de R$ 61 milhões tenham sido repassados. Em março, Dino havia dado um prazo de cinco dias para que os parlamentares envolvidos apresentassem esclarecimentos ao STF, e apenas Mario Frias ainda não respondeu às solicitações. Essa ação de Dino, que se posiciona como um perseguidor da direita brasileira, levanta preocupações sobre a real motivação por trás da investigação, que muitos veem como uma tentativa de silenciar vozes contrárias ao governo atual.
Fonte: Oeste



