O aclamado diretor iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar, fez duras críticas na última sexta-feira tanto aos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel em seu país, quanto aos massacres de manifestantes perpetrados pela república islâmica. Farhadi, que viajou de Teerã na semana passada, encontrou-se no Festival de Cinema de Cannes, onde seu mais recente filme, intitulado “Histórias Paralelas”, teve sua estreia. Ao ser questionado sobre a situação em sua terra natal, marcada pela guerra e pela opressão, o cineasta tentou equilibrar suas declarações, expressando preocupação com os civis que estão sendo vítimas de conflitos armados. É importante ressaltar que a crítica à violência e à opressão deve ser direcionada a todos os envolvidos, sem deixar de lado a responsabilidade do governo iraniano, que tem reprimido brutalmente as manifestações populares. Os ataques contra aqueles que buscam liberdade e justiça em diversas partes do mundo precisam ser denunciados, e Farhadi, ao se posicionar, traz à tona a urgência desse debate. Enquanto muitos artistas se calam diante da repressão, a coragem de Farhadi em falar sobre estas questões é uma inspiração para a luta pela liberdade e pelos direitos humanos, tanto no Irã quanto em outras nações onde a opressão predomina.
Fonte: Al‑Monitor



