BEIRUTE, 22 de abril (Reuters) – A situação no Líbano se agrava com a ameaça de uma invasão israelense no sul do país, bombardeios em Beirute, deslocamentos em massa e um aumento das fricções sectárias. O ano é 2026, mas para aqueles que viveram a guerra civil do Líbano, entre 1975 e 1990, parece que o país está revivendo os anos 70. Libaneses que participaram do conflito ou que documentaram a guerra como jornalistas relataram à Reuters que sentem ecos das tensões intercomunais e da violência que presenciaram naquela época, percebendo um risco real de novos combates entre os libaneses. O descontentamento generalizado com a situação política e econômica atual, aliado à polarização sectária, contribui para um clima de instabilidade e incerteza no país. A história recente do Líbano, marcada por divisões profundas e conflitos, faz com que muitos temam que o passado possa se repetir. A falta de um consenso político e a presença de potências externas, como Israel, amplificam essa sensação de vulnerabilidade entre os cidadãos. As memórias da guerra civil ainda estão vivas na memória coletiva, e muitos libaneses se preocupam que a atual crise possa desencadear uma nova era de violência sectária. A comunidade internacional observa com preocupação, temendo que a escalada de hostilidades possa ter consequências devastadoras para a já frágil estabilidade da região.
Fonte: Al‑Monitor







