O juiz Kenneth Karas, do sistema judiciário dos Estados Unidos, decidiu que uma carta atribuída a Jeffrey Epstein, escrita cerca de um mês antes de sua morte em uma cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York em 2019, deve ser divulgada ao público. A carta foi revelada nesta quarta-feira, 6, e contém declarações de Epstein que questionam a investigação que enfrentou, afirmando que “me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!” e que tinha o prazer de escolher o momento certo para se despedir. No documento, ele expressa descontentamento com a situação, dizendo “O que você quer que eu faça? Comece a chorar!!”, e afirmando que “NÃO TEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA.” Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. As autoridades determinaram que a causa da morte foi suicídio, embora o caso esteja repleto de especulações sobre possíveis falhas de segurança na prisão. O juiz Karas justificou a divulgação da carta, afirmando que isso está alinhado com o princípio de acesso público, promovendo a transparência do sistema judicial e a confiança do público na administração da Justiça. A carta estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-policial e companheiro de cela de Epstein, que encontrou o bilhete após uma tentativa de suicídio de Epstein. A decisão de tornar o documento público foi impulsionada por um pedido do jornal The New York Times e por procuradores federais que argumentaram que não havia mais motivos para manter o documento em segredo, especialmente após Tartaglione ter discutido a existência da carta em entrevistas.
Fonte: Oeste







