Após uma sequência de quedas, o dólar fechou a R$ 4,99 nesta segunda-feira (13), marcando sua primeira queda abaixo de R$ 5 desde março de 2024. Essa situação levanta a questão: seria este o momento ideal para adquirir a moeda? Especialistas consultados afirmam que a resposta não é simples. Embora o cenário seja favorável, a recomendação é que as compras sejam feitas de forma gradual, adaptando-se aos objetivos de cada investidor. Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, sugere que, para quem planeja uma viagem, é prudente fracionar a compra em pelo menos três momentos até a data do embarque, garantindo um preço médio mais vantajoso. Para investimentos, o foco deve ser no longo prazo, tratando o dólar como uma forma de proteção patrimonial, independentemente do cenário econômico. André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, compartilha essa visão, aconselhando a compra de moeda estrangeira em pequenas quantidades ao longo do tempo para equilibrar o preço médio. A recente queda do dólar é atribuída, em parte, à incerteza global provocada pelas ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem levado investidores a buscar alternativas em mercados emergentes como o Brasil. Apesar das incertezas, analistas veem essa fase como uma boa oportunidade para compras fracionadas, dado que a projeção indica que o dólar encerrará 2026 acima de R$ 5,37. A alta taxa de juros no Brasil também tem atraído investidores, aumentando a oferta de dólares e pressionando o valor da moeda para baixo. No entanto, os investidores devem estar cientes das variáveis externas que podem impactar a volatilidade do dólar, como conflitos geopolíticos e flutuações nos preços do petróleo. Nesse contexto, a estratégia de compra gradual é reforçada por diversos especialistas, que alertam para os riscos associados a decisões apressadas.
Fonte: G1












