Os eleitores que ainda não realizaram o cadastro biométrico poderão votar normalmente nas eleições de 2026. A Justiça Eleitoral esclarece que a coleta de digitais não é uma condição obrigatória para exercer o direito ao voto, desde que o título de eleitor esteja regular. Essa informação vai de encontro a rumores falsos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta exigência de biometria para participar do próximo pleito. Os tribunais regionais eleitorais têm reforçado que a falta do cadastro não impede o eleitor de comparecer à seção e registrar seu voto.
Em relação aos documentos necessários para a votação, a Justiça Eleitoral destaca que a identificação do eleitor deve ser feita por meio de documento oficial com foto, como RG, CNH, passaporte ou carteira de trabalho. O título de eleitor, por si só, não é obrigatório. A maior parte dos eleitores sem biometria se concentra entre aqueles que tiraram ou regularizaram o título entre 2020 e 2022, período em que o serviço foi suspenso devido à pandemia de covid-19. Mesmo assim, esse grupo permanece habilitado a votar normalmente.
Embora a biometria não seja exigida para votar, ela é necessária para diversos serviços eleitorais, como a emissão do primeiro título, transferência de domicílio e atualização de dados cadastrais, que devem ser realizados presencialmente nos cartórios eleitorais. A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores regularizem sua situação cadastral dentro do prazo estipulado antes do fechamento do cadastro, que ocorre meses antes do pleito, para evitar possíveis impedimentos no exercício do voto. A ausência do cadastro biométrico não é um impedimento para votar nas eleições de 2026, mas sua realização contribui para a segurança do processo eleitoral e a atualização da base de dados nacional.
Fonte: Oeste












