O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, elevou o tom contra a relatora especial da organização para a Palestina, Francesca Albanese, afirmando que ela deveria estar presa. Danon fez as declarações em suas redes sociais, logo após a Justiça dos Estados Unidos suspender sanções financeiras que impediam a relatora de entrar no país. O diplomata israelense acusou Albanese de utilizar seu cargo para promover uma agenda política e de agir de maneira hostil contra Israel e os Estados Unidos no Tribunal de Haia. Ele denunciou ainda que a relatora tem disseminado mentiras antissemitas e defendido o grupo terrorista Hamas, mesmo diante dos ataques recentes de outubro de 2023.
Albanese, por sua vez, comemorou a decisão do tribunal americano e destacou em suas redes sociais a importância da liberdade de expressão. Antes dessa decisão, os Estados Unidos haviam restringido sua entrada e bloqueado suas contas bancárias. Desde 2022, ela tem sido uma crítica contundente do Estado judaico, chegando a classificar as ações militares de Israel como genocídio em Gaza. Em relatórios, a relatora descreve Israel como um regime colonial racista e pede punições internacionais para empresas que armam o exército israelense.
O comportamento de Albanese gerou reações em vários países europeus, com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, pedindo sua demissão. O pedido foi impulsionado por sua participação em um debate na Al Jazeera, onde ela chamou Israel de inimigo comum da humanidade. A crescente oposição à relatora dentro da diplomacia global indica que sua permanência no cargo está em risco, enquanto suas alegações de perseguição política são amplamente contestadas.
Fonte: Oeste



