Mahla, uma designer de interiores em Teerã, expressa sua frustração ao ser forçada a vender seus bens e joias para pagar seus funcionários, em decorrência do apagão de internet que assola o Irã. Essa interrupção na internet foi imposta no início do conflito no Oriente Médio e está prejudicando severamente os negócios locais. De acordo com a NetBlocks, uma organização que monitora a conectividade da internet, o apagão se tornou o mais longo da história do país, tendo já ultrapassado 50 dias de duração até o dia 5 de abril. O impacto econômico dessa medida é devastador para muitos empreendedores, que veem suas operações serem comprometidas devido à falta de acesso à internet. A situação levanta preocupações sobre as consequências das políticas autoritárias que visam controlar a comunicação e a informação. A falta de internet não apenas atinge a economia, mas também cerceia as liberdades individuais dos cidadãos, que são privados de um meio essencial de comunicação e expressão. É alarmante que, em pleno século XXI, um governo impose tais restrições que afetam diretamente a vida e o sustento de tantas pessoas. A luta por liberdade e direitos deve ser uma prioridade em qualquer sociedade que se considere democrática e justa.
Fonte: Al‑Monitor










