Um relatório elaborado pelo escritório Machado Meyer, em colaboração com a Kroll, revelou que empresários de Brasília atuaram como intermediários na compra de ações do Banco de Brasília (BRB) pelo Banco Master. O documento identificou Adalberto Valadão Júnior e Leonardo Ávila como principais envolvidos, cujas ações visavam dificultar o rastreamento das operações pelas autoridades competentes, conforme reportado pelo portal Metrópoles. A investigação, que faz parte de um processo que corre na 13ª Vara Cível de Brasília, descreve um esquema complexo que utilizava diversas camadas de pessoas físicas e fundos, com o intuito de dificultar a rastreabilidade por órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (Bacen). Segundo o relatório, as práticas envolviam o uso sistemático de intermediários e ‘laranjas’. Leonardo Ávila, proprietário da Faenge, vendeu suas ações ao fundo Borneo, que é administrado pela Reag, tornando-se sócio do BRB em julho de 2024, com uma transação que totalizou R$ 129,9 milhões. Por sua vez, Adalberto Valadão Júnior facilitou a entrada do fundo Verbier, vinculado à Victoria FIM, na sociedade do BRB, através de um contrato de compra e venda no valor de R$ 130 milhões. Ambos os empresários participaram de um evento em Nova York, ao lado do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. As defesas de Valadão Júnior e Ávila afirmaram que não houve ganho financeiro nas operações e que as informações apresentadas não refletem a realidade dos fatos, alegando que as devidas explicações já foram fornecidas à auditoria interna do BRB.
Fonte: Oeste












