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Escândalo de Epstein leva à renúncia de chefe de gabinete britânico

Morgan McSweeney, que ocupava o cargo de chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, renunciou no último domingo, dia 8, em meio a uma crise política gerada pela escolha de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. A decisão de McSweeney ocorreu após ele assumir “total responsabilidade” por ter recomendado Mandelson, que possui laços diretos com Jeffrey Epstein, conhecido por seu envolvimento em um esquema de tráfico sexual de menores. Epstein morreu em 2019, após passar um mês preso.

Recentemente, documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelaram que Mandelson havia mantido contato com Epstein e compartilhado informações confidenciais, o que reacendeu as críticas à sua nomeação, que já havia gerado polêmica e culminado na sua demissão em setembro de 2025. Em seu comunicado de despedida, McSweeney reconheceu que a indicação foi um erro, afirmando que “prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na política”.

A renúncia de McSweeney levanta questionamentos sobre a liderança de Starmer no Partido Trabalhista, que enfrenta um aumento na impopularidade e perda de apoio nas intenções de voto. A crise é intensificada por pressões internas, com líderes de oposição exigindo que Starmer também assuma a responsabilidade pela controvérsia. A situação coloca o futuro político de Starmer em xeque, com especulações sobre sua capacidade de manter a liderança do partido em meio a um cenário cada vez mais desafiador. Os desdobramentos deste caso continuam a ser monitorados de perto, uma vez que a política britânica se vê diante de uma turbulência crescente.

Fonte: Oeste

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