Uma carta manuscrita, apreendida durante uma operação da polícia, revelou um esquema bilionário de fraudes tributárias no estado de São Paulo, envolvendo grandes empresas do varejo e servidores públicos. O documento, encontrado com um auditor fiscal da Secretaria da Fazenda, tornou-se uma evidência crucial na investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. A carta, datada de 3 de março de 2025, continha orientações sobre a liberação de créditos de ICMS, sugerindo a participação consciente do auditor Artur Gomes da Silva Neto no esquema. A investigação, conhecida como Operação Ícaro, resultou na aplicação de uma multa recorde de R$ 1,04 bilhão contra a Fast Shop, a maior penalidade já imposta com base na Lei Anticorrupção no país. Os servidores da Secretaria da Fazenda estavam diretamente envolvidos na elaboração de pedidos de ressarcimento de ICMS, analisando e autorizando processos que liberavam recursos públicos em troca de propinas. Executivos da Fast Shop admitiram sua participação no esquema e firmaram acordos com o Ministério Público, resultando em multas individuais que somaram cerca de R$ 100 milhões. A nova multa imposta à varejista considera os valores desviados dos cofres públicos. Até o momento, a empresa não se manifestou sobre a decisão.
Fonte: Oeste



