Em um editorial publicado no último sábado, 18, o jornal O Estado de S. Paulo fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando que as projeções fiscais contidas no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027 são irrealistas. A publicação alertou para o risco de que o superávit previsto de R$ 73,6 bilhões possa, na prática, se transformar em um déficit de até R$ 29,1 bilhões. O PLDO estabelece metas e parâmetros para o orçamento, projetando um superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, o editorial destacou que o modelo utilizado pelo governo permite distorções, ao incluir margens de tolerância e excluir certas despesas da meta fiscal, como parte dos precatórios. O texto também menciona exceções estimadas em R$ 65,7 bilhões, que, junto com a flexibilidade do arcabouço fiscal, comprometem a credibilidade das projeções. O editorial afirma que ‘a realidade desautoriza o entusiasmo’, sugerindo que os resultados podem oscilar entre um pequeno superávit e um déficit significativo. Além disso, o governo prevê um crescimento do PIB de 2,56% para 2027, enquanto o Banco Central projeta uma expansão menor, de 1,8%. A dívida pública, segundo o governo, deverá ser de 86% do PIB, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que pode ultrapassar 100%. O editorial conclui que é essencial que o país reforce seu compromisso com a responsabilidade fiscal e adote projeções mais realistas, caso contrário, o próximo governo enfrentará sérias dificuldades para manter um orçamento sustentável.
Fonte: Oeste







