Home / Brasil / Estatais acumulam rombo de quase R$ 6 bilhões no início de 2026

Estatais acumulam rombo de quase R$ 6 bilhões no início de 2026

As empresas estatais federais enfrentam um déficit alarmante de R$ 5,9 bilhões nos primeiros três meses de 2026, conforme revelado por dados do Banco Central. Esse rombo já ultrapassa o déficit total registrado em 2025, que foi de aproximadamente R$ 5,1 bilhões. O problema se concentrou principalmente em janeiro, quando o déficit alcançou a impressionante cifra de R$ 4,9 bilhões. Em março, o cenário melhorou um pouco, mas ainda resultou em um déficit de R$ 469 milhões.

É importante notar que o indicador do Banco Central não inclui as grandes estatais como a Petrobras e a Eletrobras, o que significa que a situação refletida é ainda mais preocupante, pois envolve estatais que já estão em situações financeiras delicadas. Esta deterioração das contas públicas é evidenciada pelo déficit primário do setor público, que atingiu R$ 80,7 bilhões em março, em contraste com um superávit de R$ 3,6 bilhões no mesmo mês do ano anterior.

O governo central, por sua vez, enfrentou um déficit de R$ 74,8 bilhões, enquanto os governos regionais também apresentaram um saldo negativo de R$ 5,4 bilhões. Em um período de 12 meses, o déficit primário acumulado do setor público chegou a R$ 137,1 bilhões, representando 1,06% do PIB. Além disso, o resultado nominal, que considera o pagamento de juros, foi deficitário em R$ 199,5 bilhões apenas em março, com um rombo acumulado de R$ 1,2 trilhão, ou 9,41% do PIB.

As dificuldades financeiras de estatais como os Correios, que encerraram 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, são um fator crucial para essa situação. A empresa também recorreu a um empréstimo de R$ 12 bilhões para cobrir suas necessidades de capital. A deterioração dos resultados das estatais suscita sérias preocupações quanto ao impacto sobre as contas públicas. Embora não afetem diretamente o resultado primário do governo central, déficits elevados podem demandar aportes financeiros e aumentar a percepção de risco fiscal. O governo já revisou suas estimativas para cima, prevendo déficits ainda maiores para as estatais ao longo de 2026.

Fonte: Oeste

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *