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Estudantes de medicina da USP paralisam atividades em hospital

Estudantes de medicina da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram uma greve que resultou na interrupção de parte dos atendimentos no Hospital das Clínicas. Os manifestantes exigem, entre outros pontos, a extinção do programa “Experiência HCFMUSP na prática”, que cobra mensalidades superiores a R$ 8 mil para permitir que alunos de instituições privadas realizem estágios no hospital. Eles argumentam que o acesso às atividades práticas para estudantes da USP permanece restrito, enquanto alunos que pagam conseguem participar sem obstáculos.

Apesar da paralisação dos internos, as demais atividades no hospital continuam funcionando normalmente. A USP e o Hospital Universitário foram questionados sobre a situação, mas até o momento não se manifestaram. As informações serão atualizadas caso haja um posicionamento.

A mobilização desta segunda-feira, 11, se intensificou após uma ação da Polícia Militar que visava desocupar estudantes que ocupavam a reitoria da USP. Durante a operação, quatro alunos foram detidos e levados ao 7º Distrito Policial. Os estudantes alegam que a desocupação ocorreu sem aviso prévio e sem a apresentação de mandado judicial, o que gerou indignação entre eles.

Além disso, a greve na USP também se alastrou para outras universidades, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na USP, residentes do Conjunto Residencial relataram problemas estruturais graves, como falta de iluminação, pisos e encanamentos danificados, além de quartos com infiltrações e mofo. Na Unesp, a mobilização ganhou força depois da morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra noturna, em um momento em que não havia profissionais de saúde disponíveis no campus.

Fonte: Oeste

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