Um estudo realizado pelo ObservaDF, da Universidade de Brasília (UnB), revelou que a fragilidade financeira do Distrito Federal (DF) remonta a 2015, sendo acentuada pela crise do Banco de Brasília (BRB) em relação ao Banco Master. O relatório analisa a evolução das contas públicas do DF entre 2015 e 2024 e destaca que, apesar do governo não apresentar um elevado nível de endividamento, a gestão enfrenta sérios problemas de fluxo de caixa. Esse fluxo problemático indica que o governo já prevê gastar todo o dinheiro que arrecada, sem deixar recursos para investimentos, obras ou imprevistos.
O estudo enfatiza que o governo local consome quase toda a receita arrecadada, o que limita sua capacidade de investimento e resposta a crises econômicas. O impacto fiscal devido à crise do BRB pode ser bilionário, principalmente devido a operações problemáticas que envolveram recursos públicos, a necessidade de capitalização do BRB e a pressão sobre as contas públicas. Durante o governo de Rodrigo Rollemberg, o DF já enfrentou uma crise fiscal, com um déficit de R$ 6,5 bilhões em 2015, levando a atrasos de salários e cortes em investimentos.
Em 2024, a situação financeira do DF foi classificada como uma das piores do país em termos de disponibilidade de caixa líquida, evidenciando a dificuldade em manter reservas financeiras. O relatório também aponta que a administração de Ibaneis Rocha, até 2026, mostrou sinais de pressão sobre o caixa, com a adoção de limites mensais para gastos públicos. Com uma disponibilidade de caixa negativa, o DF enfrenta um possível rombo de até R$ 13 bilhões, o que torna sua situação fiscal ainda mais preocupante.
Fonte: G1












