A Europa está se aproximando de uma crise no abastecimento de combustível para aviação, com estoques que podem durar apenas mais seis semanas, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, enfatizou que a situação pode se agravar caso a região não consiga substituir pelo menos metade de suas importações de petróleo do Oriente Médio. A atual tensão no estreito de Ormuz, onde o Irã fechou a passagem em resposta a ações dos EUA e de Israel, resultou em um aumento considerável nos preços do combustível e despertou preocupações sobre a disponibilidade de querosene para aviação. Até o momento, companhias aéreas como Lufthansa e KLM já anunciaram cancelamentos de voos, refletindo as dificuldades enfrentadas pelo setor. A Lufthansa, por exemplo, decidiu suspender as operações de sua subsidiária regional, Lufthansa CityLine, devido aos altos custos do combustível, que mais que dobraram desde o início da guerra no Oriente Médio. Embora a KLM tenha cancelado 160 voos, a empresa afirmou que isso se deve a preços elevados, não à falta de combustível. A AIE também destacou que os países europeus estão tentando substituir o fornecimento do Golfo por importações dos EUA e da Nigéria, mas mesmo assim, essa substituição pode não ser suficiente para evitar a escassez. A preocupação é que a falta de combustível possa resultar em cancelamentos de voos e na diminuição da demanda, caso as importações do Oriente Médio não sejam restabelecidas rapidamente. As companhias aéreas em todo o mundo estão tendo que enfrentar o aumento dos custos de combustível, que representam uma parte significativa de suas despesas operacionais. O preço do combustível de aviação na Europa atingiu um recorde histórico, o que coloca ainda mais pressão sobre o setor. Enquanto isso, a Comissão Europeia tenta garantir que o suprimento de petróleo bruto permaneça estável, mas as incertezas sobre a disponibilidade de combustível continuam a pairar sobre o setor aéreo europeu.
Fonte: G1







