O Tribunal de Sentença Criminal de Tarija, localizado no sul da Bolívia, declarou nesta segunda-feira que o ex-presidente Evo Morales, que governou de 2006 a 2019, está em desrespeito à Justiça. A corte ratificou as ordens de prisão e de proibição de viagem contra Morales, que não compareceu à abertura de seu julgamento oral por suposto tráfico humano agravado. Essa situação se agrava ainda mais pelo fato de que Morales tem estado em esconderijo desde 2024, na região de Chapare, conhecida por seu cultivo de coca, onde ele construiu sua carreira política e sindical. O juiz Carlos Oblitas também aplicou a mesma medida à Idelsa Pozo Saavedra, mãe da suposta vítima do caso. De acordo com as autoridades, o processo foi suspenso sem nova data definida, aguardando a prisão ou a apresentação voluntária dos réus. Essa situação levanta questões sobre a impunidade e a proteção que figuras políticas podem ter em casos de acusações sérias. A ausência de Morales, que foi um dos líderes mais influentes da Bolívia, é um indicativo de como a situação política no país continua tensa, especialmente com a resiliência de investigações sobre práticas ilícitas que envolvem políticos de destaque. O desfecho dessa questão poderá ter implicações significativas para o futuro político da Bolívia e para a credibilidade das instituições judiciais do país.
Fonte: MercoPress






