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Ex-governador do Acre se torna réu por supostas fraudes em obras

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, em 6 de maio, aceitar uma nova denúncia contra o ex-governador do Acre, Gladson Cameli, por supostas fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em relação às obras da Rodovia AC-405, localizada em Cruzeiro do Sul. Com essa decisão, Cameli passa a responder a mais uma ação penal no STJ, após o Ministério Público Federal (MPF) apresentar a denúncia envolvendo irregularidades na contratação da empresa encarregada da duplicação da rodovia.

A investigação revela indícios de que Cameli favoreceu a Construtora Colorado, uma empresa ligada à sua família, ao indicar aliados políticos para cargos estratégicos no Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre, que é responsável pela supervisão do contrato. Além disso, documentos apreendidos durante a investigação sugerem uma coordenação entre a família Cameli e a construtora contratada.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, destacou que existem indícios suficientes para a abertura da ação penal, sem, no entanto, entrar no mérito da culpa ou inocência dos denunciados. A investigação também apontou um suposto superfaturamento nas obras, estimando um sobrepreço de R$ 3,6 milhões e um prejuízo real aos cofres públicos de pelo menos R$ 1,5 milhão.

Além disso, parte dos recursos desviados teria sido utilizada para despesas pessoais da família do ex-governador, incluindo pagamentos relacionados à compra de imóveis e reformas em Rio Branco. Este caso, conhecido como “Caso Colorado”, tramita no STJ devido ao fato de que as ações investigadas ocorreram durante o governo de Gladson Cameli.

Em uma decisão recente, o STJ também condenou Cameli a 25 anos e nove meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações, além de fixar uma indenização de R$ 11,7 milhões ao Estado do Acre pelos danos causados. A acusação alega que Cameli liderava uma organização criminosa que causou prejuízos superiores a R$ 16 milhões aos cofres públicos desde 2019.

Fonte: Oeste

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