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Ex-presidente do BRB afirma à PF que não vê evidências de fraude

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, expressou que não possui clareza sobre a existência de fraudes nas operações relacionadas ao Banco Master. Ele destacou que a identificação por parte do banco público se restringiu a uma alteração no padrão documental e na forma de originação dos créditos, sem evidências que indicassem a inexistência dos ativos. ‘Até hoje, não temos clareza de que isso foi uma fraude. O que percebemos foi uma mudança no padrão documental e na originação do crédito’, afirmou.

Costa mencionou que os documentos recebidos pelo BRB indicavam a regularidade das averbações e débitos mensais, além de enfatizar o volume substancial da operação, que envolvia aproximadamente R$ 12 bilhões, cerca de 400 mil CPFs e cerca de 1 milhão de contratos. Ele ainda ressaltou que o BRB seguiu os procedimentos de mercado ao adquirir os créditos, incluindo registros e envio de informações ao Banco Central.

O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central devido a problemas de liquidez. Apesar de algumas reclamações na ouvidoria, o ex-presidente assegurou que não houve relatos de clientes negando a existência dos créditos após serem informados sobre a origem das operações. Paulo Henrique também mencionou que testes em uma amostra de cerca de 130 contratos foram incluídos em um relatório do Banco Central.

O depoimento faz parte das investigações da Polícia Federal sobre as operações entre o Banco Master e o BRB. Em um acareação realizada em dezembro, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Paulo Henrique Costa apresentaram versões divergentes sobre a origem das carteiras de crédito vendidas ao banco público. A Polícia Federal investiga se houve omissão por parte dos gestores do BRB e eventuais falhas nos métodos de governança na aquisição de carteiras que representavam cerca de 30% dos ativos do banco. O Banco Central, em nota, reafirmou sua responsabilidade de monitorar a liquidez das instituições financeiras, mas ressaltou que a análise da qualidade dos créditos adquiridos é de responsabilidade exclusiva de cada instituição financeira.

Fonte: G1 Política

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