Instituições e faculdades da Universidade de São Paulo (USP) manifestaram, na última sexta-feira, 9, sua desaprovação em relação à ocupação da reitoria por estudantes em greve, que começou na tarde de quinta-feira, dia 7. As unidades destacaram a invasão do prédio administrativo e os danos ao patrimônio público, reforçando que divergências devem ser tratadas por meio do debate institucional. A Faculdade de Medicina enfatizou que a discussão deve ocorrer dentro dos parâmetros acadêmicos, enquanto a Faculdade de Direito reconheceu o direito à manifestação, mas alertou que nenhuma reivindicação, por mais relevante que seja, justifica práticas de violência ou depredação. A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento também se posicionou, classificando a ação de ocupação como vandalismo, incompatível com os princípios do ambiente acadêmico que devem ser pautados pelo diálogo. A mobilização, que contou com a participação de cerca de 400 estudantes, começou em protesto à greve das universidades estaduais de São Paulo. Após acamparem em frente à reitoria, parte do grupo adentrou o prédio de forma violenta, derrubando portas. A Polícia Militar monitorou a situação, mas não houve confrontos. Estudantes relataram interrupções no fornecimento de água e energia. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) contestou as alegações de depredação, afirmando que a ocupação foi pacífica e solicitou a retomada das negociações com a reitoria, que teriam sido interrompidas unilateralmente. Eles consideram o ato uma reivindicação legítima diante da intransigência da administração. O DCE rejeita qualquer tentativa de criminalização do movimento, reafirmando a importância do diálogo nas questões acadêmicas.
Fonte: Oeste







