O uso do cartão de crédito rotativo, uma das opções mais onerosas do sistema financeiro, alcançou R$ 109,65 bilhões no primeiro trimestre de 2023, conforme revelou o Banco Central. Esse valor representa um aumento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as concessões dessa modalidade totalizaram R$ 99,9 bilhões. Essa situação é alarmante, pois o rotativo é um dos principais responsáveis pelo elevado nível de endividamento das famílias brasileiras, que, em março, enfrentaram uma taxa de juros de impressionantes 428,3% ao ano. Atualmente, cerca de 101 milhões de brasileiros possuem cartão de crédito, o que equivale a quase metade da população. No início deste ano, aproximadamente 40 milhões de brasileiros estavam endividados com o rotativo. A taxa de inadimplência nesta linha de crédito é alarmante, atingindo 63,5%, o que significa que mais de R$ 60 de cada R$ 100 emprestados não foram pagos. O crédito rotativo é acionado por aqueles que não conseguem quitar o valor total da fatura na data de vencimento, e especialistas recomendam que essa forma de crédito seja evitada. O governo brasileiro, em um ano eleitoral, busca implementar medidas para reduzir o endividamento, incluindo a limitação do montante das dívidas do cartão de crédito rotativo, que não pode ultrapassar o valor original da dívida. Além disso, novas soluções estão sendo estudadas, como a unificação das dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, que podem oferecer descontos significativos nos juros. As propostas incluem a utilização do saldo do FGTS como garantia para pagamentos, embora essas medidas ainda não tenham sido concretizadas.
Fonte: G1







