O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou nesta quinta-feira (9) que a autonomia do órgão não está à disposição para negociação, enfatizando a necessidade de finalizar o processo de autonomia institucional da instituição. Durante o evento de Premiação Anual Rankings Top 5 2025, Galípolo destacou que a autonomia não se restringe a aspectos legais, mas envolve a capacidade do Banco Central de tomar decisões técnicas, mesmo em face de pressões externas. “A autonomia significa algo que é muito caro ao Banco Central, que não é estar disponível para negociar o seu mandato”, afirmou. Ele ressaltou a importância de fortalecer a estrutura institucional do Banco Central para assegurar que decisões técnicas não sejam influenciadas por questões políticas. Galípolo também mencionou que a autonomia requer uma postura institucional que possibilite reconhecer e corrigir falhas internas no Banco Central. Além disso, o presidente do BC sublinhou o papel crucial do Boletim Focus na formulação da política monetária, considerando as expectativas do mercado como referência essencial para as decisões econômicas. Ele observou que as expectativas são especialmente relevantes em momentos de incerteza, influenciando decisões de consumo e investimento. Recentemente, as projeções de inflação no Brasil aumentaram, com o Boletim Focus indicando uma elevação na previsão da inflação para 2023, que passou de 4,31% para 4,36%. A revisão das estimativas de inflação está ligada à alta dos preços do petróleo no mercado internacional, impactada pela guerra no Oriente Médio, o que pode afetar os preços dos combustíveis e, por consequência, a inflação no Brasil. Galípolo finalizou afirmando que decisões tomadas com base nas percepções atuais moldarão o futuro econômico do país.
Fonte: G1







