A equipe econômica do governo está projetando que os gastos totais do governo alcancem R$ 2,63 trilhões em 2026, o que representa um aumento real de 7,95%, ou R$ 194 bilhões, em relação a 2025, quando os gastos foram de R$ 2,44 trilhões. Esses números estão contidos no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado recentemente ao Congresso Nacional. Com uma alta real projetada de quase 8% em um ano eleitoral, os gastos totais deverão crescer 3,2 vezes acima do limite de 2,5% estipulado pelo arcabouço fiscal. O Ministério da Fazenda reconheceu que o aumento das despesas pode divergir do limite devido a fatores como gastos fora da regra fiscal e diferentes períodos de cálculo. Além disso, a Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que cerca de R$ 250 bilhões em despesas estarão fora do limite do arcabouço fiscal neste ano. O aumento nos gastos está sendo impulsionado principalmente pelas despesas previdenciárias, que devem crescer 7,6%, devido à política de aumento do salário mínimo adotada pelo presidente Lula. Também se espera um aumento significativo nos gastos com servidores públicos, que devem totalizar R$ 457 bilhões, um aumento real de quase 12%. Essa dinâmica de aumento das despesas obrigatórias pressiona a inflação e, consequentemente, as taxas de juros, que estão em 14,5% ao ano, um nível elevado. Especialistas apontam que a continuidade dessa trajetória de gastos sem controle pode levar a uma situação insustentável, exigindo reformas fiscais profundas e urgentes para garantir a solvência do país e a capacidade de honrar compromissos financeiros futuros.
Fonte: G1






