O governo de Luiz Inácio Lula da Silva paralisou, por quase seis meses, a análise de novos pedidos do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esta interrupção afetou os requerimentos feitos entre o final de junho e meados de dezembro de 2025, devido à atualização das regras de cálculo da renda familiar. De acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), essa paralisação resultou no acúmulo de 740 mil processos até novembro de 2025. Durante este período, a fila total de benefícios alcançou 3 milhões de requerimentos, refletindo um grave gargalo no sistema. Enquanto no primeiro semestre de 2025, o INSS aprovava uma média de 64,4 mil benefícios por mês, no segundo semestre esse número caiu drasticamente para 38,4 mil. Além disso, a contenção das análises teve um efeito direto sobre o orçamento, acumulando R$ 2,1 bilhões em valores retroativos devido aos pedidos não analisados. Em resposta a essa situação, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social solicitou ao Dataprev o adiamento dos pagamentos para janeiro de 2026, com o objetivo de evitar pressão sobre o orçamento. A nova regra de renda, aprovada no final de 2024, restringiu os critérios de cálculo, eliminando deduções que poderiam beneficiar os solicitantes, como despesas com saúde. A espera por concessões continuou baixa, mesmo após a retomada do processo em dezembro de 2025, o que evidencia a ineficiência do governo em lidar com questões essenciais da população.
Fonte: Oeste










