A base governista no Congresso Nacional está em articulação para restringir a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS a apenas 15 dias. Essa proposta é considerada insuficiente por parlamentares da oposição, que acreditam que tal limitação comprometeria a continuidade das investigações. A movimentação, liderada por aliados do governo e membros do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorre em um momento crítico, onde a CPMI está focada em estruturas financeiras associadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O intuito é evitar um desgaste maior para a cúpula petista em um ano eleitoral.
O prazo de 15 dias contraria a proposta inicial do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que havia anunciado um prazo de 60 dias, com possibilidade de extensão por igual período. A disputa em torno da prorrogação da CPMI ocorre em um contexto onde o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia determinado a prorrogação dos trabalhos da comissão. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), teria 48 horas para convocar uma sessão conjunta para leitura do relatório, mas decidiu não cumprir a medida imediatamente, solicitando parecer jurídico à Advocacia do Senado, o que travou a formalização da extensão.
O impasse foi levado ao STF, que deve decidir em plenário se referenda ou não a determinação de Mendonça. O julgamento está previsto para esta quinta-feira, 26. Enquanto isso, os governistas intensificam a pressão para encurtar o prazo da CPMI, buscando limitar o tempo para investigações que já se aproximam do sistema financeiro sob análise. Para a oposição, essa estratégia visa esvaziar a fase final dos trabalhos da comissão e prevenir novas medidas antes do encerramento das investigações.
Fonte: Oeste






