O governo federal anunciou uma medida controversa que visa utilizar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores em bancos para financiar descontos no novo programa de renegociação de dívidas, chamado Desenrola 2.0. Esses fundos serão destinados a um fundo público que oferecerá garantias às instituições financeiras, o que significa que parte deste montante será utilizada para cobrir possíveis calotes de tomadores de crédito.
De acordo com um balanço recente do Banco Central, ainda existem R$ 10,55 bilhões em ‘recursos esquecidos’ nas instituições financeiras. Desse total, R$ 8,15 bilhões pertencem a 47 milhões de pessoas físicas e R$ 2,4 bilhões a 5,06 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central já devolveu R$ 14,14 bilhões desses recursos aos clientes.
O Ministério da Fazenda informou que publicará um edital permitindo que os interessados reclamem os recursos não reclamadados dentro de um prazo de 30 dias. Os recursos que não forem solicitados serão utilizados para garantir operações do próprio sistema financeiro, com 10% do saldo reservado para atender eventuais pedidos de resgate pelos correntistas. O governo defende que esses recursos, atualmente nas tesourarias das instituições financeiras, devem ser utilizados para gerar benefícios ao sistema financeiro, especialmente para as famílias que buscam renegociar suas dívidas. Essa ação levanta questões sobre a gestão e a utilização de recursos que pertencem aos cidadãos e à necessidade de uma maior transparência nas ações governamentais.
Fonte: G1



