O governo da Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca, anunciou nesta segunda-feira, 18, que as negociações com os Estados Unidos sobre o futuro da ilha estão progredindo. Apesar dos avanços diplomáticos, as autoridades groenlandesas foram claras ao afirmar que a ilha ‘jamais estará à venda’. Essa declaração vem em resposta à pressão do presidente Donald Trump para aumentar a presença americana na região, que é considerada estratégica para a defesa militar no Ártico.
O enviado especial dos EUA, Jeff Landry, chegou à capital Nuuk no domingo, 17, para se reunir com o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen e o chanceler Mute Egede. Após as discussões, Nielsen destacou que a Groenlândia está em busca de uma solução que beneficie todas as partes, mas rejeitou qualquer ideia de anexação ou controle do território. O premiê enfatizou: ‘Queremos garantir que ameaças de anexação, controle ou compra da Groenlândia e do povo groenlandês não ocorram’.
Nos últimos meses, a administração Trump intensificou seu interesse pela Groenlândia, vendo-a como um ponto central para o monitoramento de rotas polares e como parte do sistema de defesa conhecido como ‘Domo Dourado’, projetado para proteção contra ataques nucleares. Os EUA já operam a Base Espacial de Pituffik, e, historicamente, tiveram várias instalações militares na ilha durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.
As declarações de Trump sobre a possibilidade de adquirir a Groenlândia geraram tensões diplomáticas entre Washington e Copenhague. Para amenizar essa crise, Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos iniciaram negociações de alto nível, mas até o momento não houve um acordo definitivo. A posição firme da Groenlândia reafirma seu compromisso com a soberania e a autodeterminação, mesmo diante da pressão internacional.
Fonte: Oeste



