Guilherme Derrite, deputado federal pelo Progressistas (PP), corre o risco de não participar da disputa ao Senado por São Paulo em 2026. Apesar de manter sua pré-candidatura, a direção do PP considera a possibilidade de retirá-lo da corrida. Um dos principais fatores que podem prejudicar sua candidatura é a entrada de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na disputa. Embora não seja amplamente conhecido, André terá o apoio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que será seu suplente, o que pode fortalecer sua posição eleitoral. Ricardo Salles, deputado federal, expressou preocupação de que a candidatura de André possa prejudicar os conservadores e beneficiar a esquerda, dado que eles competem pelo mesmo eleitorado. Além disso, Derrite já havia conversado sobre um possível retorno ao PL para concorrer ao Senado, mas essa negociação foi barrada por Valdemar Costa Neto, o que gerou descontentamento na direção do PP. Eles veem essa movimentação como uma tentativa de Derrite de buscar alternativas fora do partido antes de consolidar sua candidatura. O PP, preocupado em não perder a vaga ao Senado, considera que Derrite poderia ser mais útil na Câmara dos Deputados, onde ele já possui um mandato até 2027 e poderia contribuir para aumentar a representação do partido. Assim, a decisão sobre sua candidatura ao Senado dependerá de múltiplas variáveis, incluindo a necessidade de manter a unidade do voto conservador e a conveniência de sua presença na Câmara, onde seu desempenho poderia ser mais benéfico para o partido.
Fonte: Oeste









