O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, manifestou-se nesta sexta-feira (6), afirmando que seu nome está à disposição para uma possível indicação ao Banco Central, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convide. Mello expressou-se “lisonjeado” pela lembrança e “feliz pela confiança” do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que indicou seu nome ao presidente. No entanto, ele esclareceu que ainda não recebeu um convite formal e, portanto, não tem comentários a fazer sobre a posição. Ele ressaltou estar disponível para cumprir as tarefas que o governo julgar pertinentes e acredita ter demonstrado capacidade em sua atuação na Fazenda.
A repercussão de sua possível indicação, no entanto, não foi positiva entre analistas do mercado financeiro, que expressaram preocupações sobre seu perfil desenvolvimentista, favorável a cortes mais rápidos nas taxas de juros, o que poderia impactar negativamente o controle da inflação. Mello possui formação acadêmica robusta, com graduação em Ciências Sociais e Ciências Econômicas, além de um doutorado em Ciência Econômica.
Questionado sobre a possibilidade de um corte nas taxas de juros em março, conforme as expectativas do mercado, Mello afirmou que não possui os instrumentos necessários para essa avaliação, pois não faz parte do Banco Central. Ele reconheceu a importância do trabalho técnico realizado pela instituição e destacou que a decisão sobre a flexibilização das taxas cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom). Mello também se declarou amigo do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, embora não tenha discutido a questão da diretoria com ele, dada a indefinição do tema pelo presidente Lula. A vaga para a diretoria de Política Econômica, considerada crucial para a fixação da taxa básica de juros, foi aberta no início do ano, e a atual diretoria já conta com uma maioria de integrantes indicados pela gestão petista desde 2025. As críticas às decisões sobre a taxa de juros, especialmente direcionadas ao ex-chefe da instituição, Roberto Campos Neto, foram mais contundentes no passado, mas seguem presentes no governo atual.
Fonte: G1











