Na manhã desta quinta-feira, 30, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi palco de um incidente preocupante envolvendo um avião da Gol e outro da Azul. De acordo com informações, uma falha na comunicação entre a torre de controle e as tripulações fez com que as duas aeronaves ficassem a apenas 22 metros de distância vertical durante manobras de pouso e decolagem. Essa situação é classificada na aviação como ‘perda de separação’, um evento que ultrapassa os limites mínimos de segurança estabelecidos pelas normas de tráfego aéreo.
O episódio começou quando a torre de controle autorizou um Boeing 737-800 da Gol, vindo de Salvador, a iniciar a descida para o pouso. Simultaneamente, um avião da Azul recebeu permissão para decolar com destino a Confins, em Minas Gerais. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a comunicação entre a torre e os pilotos, evidenciando um descompasso no tempo de resposta: a aeronave da Azul retardou o início da corrida de decolagem, aumentando o risco de colisão.
Percebendo a gravidade da situação, o controlador de tráfego aéreo interrompeu a decolagem e orientou o piloto da Gol a realizar uma arremetida, uma manobra que permite à aeronave abandonar o pouso e ganhar altitude novamente para uma tentativa mais segura. Como a confirmação inicial da instrução não foi recebida rapidamente, o controlador reiterou o comando e pediu que o avião em aproximação fizesse uma curva acentuada, aumentando assim a distância entre as aeronaves.
Um especialista em aviação, Lito Cavalcanti, destacou em seu canal no X que três camadas de segurança foram fundamentais para evitar um acidente: a atuação do controlador, as manobras evasivas dos pilotos e o sistema automático de alerta de colisão (TCAS), que emitiu avisos sonoros e visuais às tripulações. Este incidente ressalta a importância da comunicação eficaz em situações críticas na aviação.
Fonte: Oeste











