A inflação na Argentina registrou uma subida de 3,4% em março, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Este número marca um aumento em relação aos 2,9% de fevereiro e é o maior nível mensal em um ano. No acumulado de 12 meses até março, a inflação ficou em 32,6%, um leve recuo em relação aos 33,1% do mês anterior. Os setores que mais contribuíram para essa alta incluem educação, com um aumento de 12,1%, e transporte, que subiu 4,1%. Também houve elevações em habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, além de recreação, cultura, restaurantes e alimentos. Desde a posse de Javier Milei em dezembro de 2023, a Argentina passou por um intenso ajuste econômico, que inicialmente resultou em uma melhora nos índices de preços. Contudo, a partir de maio de 2025, os dados começaram a mostrar uma aceleração na inflação, refletindo os desafios enfrentados pelo governo. A crise política em torno de um escândalo envolvendo Karina Milei, irmã do presidente, e a pressão sobre a moeda local, que caiu drasticamente, contribuíram para o pessimismo do mercado. O apoio de Donald Trump e um acordo de US$ 20 bilhões com o FMI foram fundamentais para tentar estabilizar a situação econômica. O governo de Milei está determinado a cortar gastos e reestruturar as contas públicas, buscando reduzir a inflação a níveis mais controlados e restaurar a confiança dos investidores.
Fonte: G1







