Catharina Doria, influenciadora com quase 600 mil seguidores nas redes sociais, conquistou fama ao ensinar como distinguir imagens reais de criações geradas por inteligência artificial e alertar sobre os riscos de expor crianças nas redes. Entretanto, recentemente, ela viu suas contas no Instagram serem suspensas sob a alegação de violação das diretrizes da Meta, a empresa responsável pela plataforma. Em uma ironia lamentável, Doria, que é especialista em ética de IA, se viu vítima de uma tecnologia que deveria promover a transparência. Após criar uma conta dedicada ao seu cão resgatado, a conta foi banida instantaneamente, sem que ela tivesse a oportunidade de fazer uma única postagem. Em suas palavras, “é como se a conta tivesse nascido morta”. A Meta, ao ser questionada, não se manifestou sobre a revisão da decisão. Doria também teve outra conta, que discute o letramento crítico em inteligência artificial, suspensa com a justificativa de estar associada a uma conta que infringiu as regras da plataforma. Para Doria, essa situação é alarmante, pois sua atividade nas redes sociais é sua principal fonte de renda. O advogado Caio Vieira Machado, especialista em direitos digitais, critica a falta de transparência das decisões automatizadas, alertando que erros em escala podem ter consequências desastrosas para aqueles que dependem dessas plataformas. Ele ressalta que a revisão humana das decisões automatizadas é essencial, uma vez que os algoritmos podem cometer erros significativos, impactando a vida de muitos usuários. Diante dessa realidade, a luta por maior clareza e justiça nas decisões das plataformas se torna mais urgente do que nunca.
Fonte: G1












