O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou uma investigação em relação às declarações de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, nas quais ele defendeu a possibilidade de trabalho para adolescentes. A ação foi motivada por uma denúncia apresentada pela Frente Parlamentar Mista de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, sob a presidência do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD-PE). O MPT classificou as declarações de Zema como uma suposta apologia ao trabalho infantil e uma ameaça a direitos fundamentais. O órgão afirmou que irá analisar a denúncia e tomar as medidas necessárias. Zema, em entrevista, sugeriu que, se eleito, poderia propor mudanças na legislação para permitir que jovens trabalhassem. Ele citou sua própria experiência, afirmando que, quando era criança, era permitido obter carteira de trabalho aos 14 anos. Em sua fala, Zema destacou que o trabalho poderia ser benéfico para jovens, permitindo-lhes desenvolver habilidades e evitar a coação ao crime. Embora tenha sido criticado por suas declarações, Zema esclareceu que se referia a adolescentes e defendeu a ampliação de oportunidades de trabalho para essa faixa etária, sem comprometer a educação. A polêmica gerou reações da esquerda, que acusa Zema de desmantelar conquistas sociais e de tratar crianças como meros agentes econômicos. Historicamente, a idade mínima para o trabalho no Brasil passou por diversas alterações, sendo atualmente de 16 anos, com exceções para aprendizes a partir dos 14 anos. De acordo com dados do IBGE, o país registrou cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em 2024.
Fonte: Oeste



