A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação em torno de Jonathas Assunção, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante a gestão de Ciro Nogueira, envolvendo movimentações financeiras suspeitas com o grupo Refit. Na última sexta-feira, 15, a PF deflagrou a Operação Sem Refino, realizando mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. De acordo com a investigação, Assunção recebeu aproximadamente R$ 1,3 milhão em transferências que não apresentaram justificativa econômica clara. A PF aponta que os valores circularam por meio de empresas de consultoria que não possuem uma estrutura operacional adequada, levantando sérias preocupações sobre possíveis crimes financeiros. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes tributárias, todas ligadas ao grupo Refit. Os repasses foram identificados entre os meses de março de 2025, com valores recebidos de diversas empresas, como R$ 760 mil da Refit e outros montantes significativos de empresas como Roar Inovação e Fera Lubrificantes. A PF observa que os valores tiveram baixa permanência nas contas intermediárias e não apresentaram lastro em despesas operacionais compatíveis. Jonathas Assunção, que atuou como principal auxiliar de Ciro Nogueira, também foi indicado ao Conselho de Administração da Petrobras em 2022 e, após deixar a estatal, assumiu a área de relações institucionais do grupo Refit. Sua trajetória, marcada por polêmicas, levanta questões importantes sobre a transparência e a ética nas movimentações financeiras entre políticos e empresas. A investigação prossegue, e a sociedade aguarda desdobramentos sobre esses repasses suspeitos.
Fonte: Oeste



