As Forças Armadas do Irã emitiram uma grave ameaça nesta quarta-feira, 15, ao anunciar que poderão fechar o tráfego naval no Mar Vermelho, uma área onde o Irã não possui acesso territorial. Essa ameaça surge em resposta ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos que impede a entrada e saída de embarcações de portos iranianos e do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a ‘plena aplicação’ desse bloqueio, que foi denunciado por Teerã como uma violação do cessar-fogo acordado entre as partes para conversas diplomáticas mediadas pelo Paquistão. Enquanto isso, mediadores paquistaneses chegaram a Teerã na tentativa de reforçar a trégua, e há rumores sobre a possibilidade de um cessar-fogo de uma semana entre Israel e o Hezbollah. O general Ali Abdollahi, em comunicado à TV estatal, afirmou que as Forças Armadas da República Islâmica não permitirão qualquer atividade de exportação ou importação no Golfo Pérsico, no Mar de Omã ou no Mar Vermelho, acusando Washington de ‘criar insegurança’ para os navios comerciais iranianos. Com capacidades militares reduzidas devido a bombardeios atribuídos a EUA e Israel, a ameaça iraniana pode depender do apoio dos Houthis, grupo rebelde do Iémen, que demonstrou disposição para entrar no conflito. Os Houthis controlam áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, e têm capacidade militar suficiente para realizar ataques de longa distância e bloqueios navais parciais. Um bloqueio nesta região afetaria uma rota vital para cerca de 12% do comércio marítimo global, incluindo o transporte de petróleo.
Fonte: Oeste







