O comando militar do Irã anunciou no último sábado o fechamento do estreito de Ormuz, horas após tê-lo reaberto. Este estreito é crucial, pois por ele circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. A decisão de fechar a via marítima ocorreu enquanto mais de uma dúzia de navios comerciais transitavam pela região vital. A reabertura do estreito na sexta-feira estava atrelada a um cessar-fogo acordado no Líbano, visando interromper a guerra entre Israel e o Hezbollah. No entanto, as ações do Irã geraram dúvidas sobre as declarações otimistas do presidente Donald Trump, que na véspera havia afirmado que um acordo de paz para encerrar o conflito entre os EUA e Israel com o Irã estava ‘muito próximo’. Essa oscilação nas decisões do Irã evidencia a complexidade e a instabilidade da situação geopolítica na região, onde interesses estratégicos se chocam. A posição do Irã em relação ao estreito de Ormuz e suas interações com potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, permanecem em constante evolução, refletindo um cenário de tensão e incerteza. A vigilância sobre o que acontece nessa área continua a ser de extrema importância, dado seu impacto significativo nas dinâmicas globais de energia.
Fonte: Al‑Monitor












