O governo do Irã, em uma rara admissão, reconheceu que crianças e adolescentes estão entre os detidos durante a repressão aos protestos que têm se intensificado em todo o país. Esta declaração surge em meio a uma crescente pressão internacional e relatos consistentes de violações dos direitos humanos cometidas pela ditadura iraniana. Autoridades locais confirmaram que estudantes com menos de 18 anos foram presos durante as manifestações, mas não forneceram detalhes sobre o número de menores detidos ou a duração de suas prisões. Organizações de direitos humanos indicam que a quantidade de crianças e adolescentes encarcerados é alarmante, com estimativas apontando para centenas de estudantes, abrangendo tanto escolas quanto universidades em diversas regiões do Irã. Os protestos, que inicialmente surgiram em resposta à crise econômica, rapidamente adquiriram um caráter político, desafiando o regime opressor. Em retaliação, o governo intensificou a repressão através de prisões em massa e aumento da presença policial, utilizando força excessiva, conforme observado por especialistas externos. Apesar das dificuldades de comunicação impostas pelo regime, relatos de abusos começaram a circular, revelando a gravidade da situação. Dados oficiais indicam mais de três mil mortes desde o início da repressão, embora organizações independentes relatem números bem maiores, incluindo a confirmação de que muitas crianças estão entre as vítimas fatais. Historicamente, os estudantes desempenham um papel crucial nas lutas por mudanças políticas no Irã, sendo frequentemente alvos do aparato estatal. As universidades, tradicionalmente centros de mobilização, têm enfrentado invasões e prisões, com estudantes sendo coercivamente impedidos de continuar seus estudos, o que agrava a crise educacional no país.
Fonte: Oeste







