Uma recente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) manteve o julgamento do caso Henry Borel na capital fluminense, rejeitando a solicitação para transferir o local da audiência. O pedido foi analisado pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal, que recebeu apoio unânime dos demais membros do colegiado. O desembargador destacou que a notoriedade nacional do caso inviabilizaria qualquer benefício prático com a mudança, uma vez que a repercussão já está consolidada. Além disso, conforme a legislação, o réu deve ser julgado no local onde ocorreu o suposto crime, a menos que se prove uma circunstância excepcional, o que não foi identificado pelos magistrados. O advogado de defesa, Rodrigo Faucz, manifestou a intenção de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), defendendo que a imparcialidade dos jurados está comprometida e citou a comoção pública gerada, incluindo um minuto de silêncio em homenagem a Henry Borel em um jogo de futebol. O caso começou a ser julgado em março, mas ainda não foi concluído, e um novo julgamento está agendado para 25 de maio. Monique Medeiros e o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto de Henry, são acusados pela morte do menino, que ocorreu em 8 de março de 2021, e ambos negam as acusações, alegando que Henry teria caído da cama. No entanto, laudos periciais indicaram agressões, evidenciando a gravidade do caso.
Fonte: Oeste




