A Justiça de São Paulo anunciou, na noite desta segunda-feira (2), a suspensão de processos de execução e de bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest. Essa decisão ocorreu após o grupo protocolar, no domingo (1), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O objetivo da medida é equilibrar a operação da empresa e garantir o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. O juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, determinou que as condições de funcionamento das empresas do grupo sejam verificadas e que toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores, seja analisada antes de uma decisão final sobre o pedido de recuperação judicial. O grupo alega que a crise financeira foi desencadeada por danos à sua reputação após a tentativa de adquirir o Banco Master, em novembro de 2025, o que resultou em uma corrida por resgates de investidores. Embora a suspensão impeça novos bloqueios que comprometam o funcionamento das companhias, não desfez apreensões já realizadas. A Fictor também ressaltou que pretende quitar suas dívidas sem descontos e pediu um prazo de 180 dias para suspender cobranças. A recuperação judicial não se aplica às subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos. O Grupo Fictor, fundado em 2007, atua em setores variados, como indústria alimentícia, energia e infraestrutura. A situação é um reflexo das dificuldades enfrentadas por empresas que buscam se reerguer em meio a crises financeiras.
Fonte: G1












